LIBERDADE E SOCIEDADE CÍVICA/SOCIEDADE
CIVIL
1. Conteúdo e fundamento
Participação
popular é a base para uma sociedade civil livre. Aos cidadãos deve ser
concedido maior liberdade pessoal, devendo haver menos ação do Estado nas
comunidades locais, menos burocracia e menos regulamentações que aleijam.
Exagero na regulamentação e supervisão, prioridades equivocadas, iniciativas de
reforma mal formuladas e deficiências estruturais frequentemente impedem que as
forças da sociedade civil se desdobrem em todo seu potencial.
Portanto, a
Fundação sempre colocou como um dos pontos fortes de seu trabalho o
desenvolvimento da sociedade civil em nível local. Os princípios e conceitos
políticos que foram desenvolvidos serão transferidos para o novo tema
principal, sendo levados ainda mais adiante. Ao fazer isso, a Fundação
fortalecerá sua missão educacional, seus programas na Alemanha e a importante
politica de iniciativas locais em razão de seu trabalho internacional.
Novos formatos
de eventos, todavia, deverão agora ser desenvolvidos e implementados em nível
local, de modo que foquem em temas relacionados à liberdade (como competição,
desnacionalização, redução da burocracia, privatização, etc.)
Os princípios liberais da sociedade cívica
podem ser melhor transmitidos nas comunidades locais, onde não apenas o impacto
das decisões políticas é maior, como também são mais nítidas as oportunidades
advindas da participação ativa dos cidadãos na formação de seu ambiente.
2.
A mensagem liberal
a) Mais
liberdade e responsabilidade por meio de privatização consciente e promoção da
competitividade a nível local. Todas as tarefas executadas pelo Estado
devem ser sujeitas ao escrutínio e o setor público devem ser reduzido a funções
essenciais. Ao abrir espaço, o Estado viabiliza a competitividade efetiva.
b) Fortalecimento
da sociedade cívica por meio da redução da burocracia e desregulamentação.
Cidadãos e empresas tem direito a governança local moderna, eficiente e orientada
ao consumidor.
c) Uma sociedade cívica liberal deve agir
em torno do cidadão ativo. A sociedade cívica prospera com o envolvimento
de todas as forças da sociedade civil que agem, em nível local, com
engajamento, organização própria e participação ativa (quando, por exemplo,
aceita-se um posto voluntário, faz-se patronagem, ou há envolvimento com a
vizinhança, com caridade e demais projetos).
d) Iniciativas liberais pela crescente
participação e envolvimento do cidadão é urgentemente requerido! Uma
politica liberal inovadora a nível local pode se tornar campo de teste para uma
nova cultura cidadã na sociedade civil, em que a liberdade e a responsabilidade
têm prioridade sobre as características do “Estado-tutor”.
3. Praticabilidade
do trabalho do Fundação em seu trabalho doméstico e internacional
Os objetivos
programados nesse tema principal devem sempre ser privatização, aumento da competitividade,
redução da burocracia e desregulamentação, pois o poder do Estado-tutor deve ser
claramente diminuído para que a sociedade civil possa alcançar eficiência.
Isto leva aos
seguintes pontos pelos quais informações do programa e conceitos políticos
devem ser desenvolvidos e o formato dos eventos implementados durante esta década:
·
Privatização (conceder instalações às figuras da economia
privada ou de instituições independentes; cooperação em parcerias
público-privadas)
·
Redução da burocracia (reforma administrativa, análise de
performance via custo/benchmarking, implementação
em nível local do desenvolvimento democrático, e-government)
·
A sociedade cívica e a participação de seus cidadãos
(democracia direta, iniciativas e referendos dos cidadãos, e orçamentos dos
cidadãos)
·
Condições estruturais
Os formatos
clássicos usados e já testados pela Fundação para eventos educacionais na
Alemanha também serão usados aqui, inicialmente, mudando o foco temático para
que incida sobre os novos temas liberais. Ao fazer isso, a Fundação continuará
a se dirigir a cidadãos politicamente engajados que sejam ativos nos
parlamentos e associações.
A Fundação
também examinará se este tema principal – Liberdade e Responsabilidade na
Sociedade Cívica – possibilita convidar cidadãos ativos, da Alemanha e demais
países, a participarem de eventos em que possam trocar idéias sobre como
implementar uma sociedade civil em nível local.
A Fundação não se limitará somente à
participação de políticos locais que já sejam ativos, no processo de
planejamento e mas também tentará recrutar cidadãos ativos. Eles são o esteio
da sociedade civil liberal. Seu comprometimento não se limita somente a
participar de processos de planejamento e decisões parlamentares, mas também
deve se estender a tarefas que foram até hoje reservadas à administração pública.
Com sua iniciativa liberal por maior
envolvimento e participação popular, a Fundação não apenas apóia formas
clássicas de seminários e eventos como também escolhe, conscientemente, uma
estratégia orientada para ação. A intenção é um projeto-piloto, algo como um
projeto-farol. Em projetos, localmente feitos, de workshops, portanto, eventos/seminários
poderiam ser organizados em três ou quatro comunidades, nas quais a Fundação
não somente apóia cidadãos interessados, provendo-os com informações e
capacitação pessoal, como também ajuda a criar a estrutura para que tais
cidadãos ativos possam desenvolver seus potenciais.
4. Relevância Política
A idéia de
liberdade corre riscos, pois, uma vez que as pessoas estejam acostumadas ao “Estado-tutor”,
dispensando a sociedade civil liberal, as oportunidades para determinar suas
próprias vidas diminui. Existe a ameaça de dominação coletiva, que pode privar
o indivíduo de seu direito de falar por si mesmo, a ameaça de mercados
restringidos, que oferecem menos possibilidades para desenvolvimento do
potencial, e a ameaça de diminuição da participação na comunidade democrática.
Não apenas o Estado
burocrático e tutor custa muito dinheiro, como também encapsula demais a
liberdade. Ele recebe demais e dá de menos. Suas muitas regulamentações
asfixiam todas as iniciativas individuais e os cidadãos não mais aprendem a
importância de se apoiarem mutuamente.
É o cidadão
responsável que tem papel decisivo e não o servil e dependente. Por esta razão
é que o livre desenvolvimento da personalidade em uma sociedade cívica deve se
tornar, mais uma vez, o credo das políticas liberais. Com este fim, a
iniciativa liberal para maior participação popular e envolvimento é
urgentemente requerida!